MISSÃO
Garantir
o exercício legal da profissão na perspectiva da
efetivação do projeto ético-político
do serviço social perante a categoria, os usuários
e a sociedade.
VISÃO
Ser
incorporada no cotidiano do Assistente Social e referência
na luta pela efetivação dos direitos, com forte
visibilidade na sociedade.
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POLÍTICA
DE ASSISTÊNCIA SOCIAL:
AGORA
SÓ FALTA VOCÊ
A
assistência social, direito do cidadão e dever do Estado,
política pública, integrante da seguridade social.
Esta política é focalizada, destinada aos que
dela precisem, ou seja, aos segmentos desprotegidos e excluídos
de nossa sociedade.
Ainda
assim, é uma política que vem-se construindo lentamente,
na perspectiva pública; mesmo considerando que já
se constituiu um avanço assegurá-la na Constituição
Federal de 1988, donde decorre a Lei Orgânica da Assistência
Social/LOAS (Lei 8742/93), que defende como princípios a
supremacia do atendimento às necessidades, universalização
dos direitos, respeito à dignidade e à autonomia e
tendo como diretrizes a descentralização política-administrativa,
participação da população no controle
das ações e responsabilidade do estado em cada esfera
do governo. A sociedade civil organizada tem assegurado o espaço
para participar e fiscalizar, integrando os conselhos municipais,
estaduais e nacionais, a política de assistência social
e a execução das ações nesta área.
No
entanto, malgrado a existência de um aparato legal, na atual
sociedade brasileira, tomando como contexto sócio-político-econômico
a crise global, a política de assistência
social não se afirmou plenamente, repetindo práticas
tradicionais, sem o reconhecimento de direitos e a participação
da sociedade civil. O nosso sistema de proteção social
ainda é precário e a exacerbação da
questão social expressa a vulnerabilidade de
segmentos da sociedade, sob a ameaça de direitos e conquistas.
Assistimos ao rompimento do pacto social e político entre
capitalismo e bem estar social.
Analisando
a construção da Política de Assistência
Social no estado da Bahia, a partir do balanço das conferências
municipais, realizadas entre Julho e Setembro de 2001, nas quais
estiveram presentes profissionais ligadas à Comissão
de Assistência do CRESS, pudemos traçar um panorama
desalentador; Em nada mudou o diagnóstico de que, em nosso
estado os conselhos têm função cartorial, na
medida em que sua composição é comprometida
pela falta de capacitação, pela incompreensão
do significado político do seu papel e das responsabilidades
públicas. O que não acontece, no sentido de efetivar
os princípios, as diretrizes e as estratégias da Política
Social, tem a ver com o estilo do governo local, que ainda não
superou uma cultura clientelista e patrimonialista, dificultando
o exercício da cidadania e de execução das
políticas públicas.
No
todo, aqui se confirma o Estado que trata a Assistência como
dever moral e não a partir do reconhecimento de direitos,
deslocando o enfrentamento da pobreza e da exclusão da esfera
pública. As ações previstas na LOAS são
tímidas, assistencialistas e insuficientes para interferir
no quadro da desigualdade econômica e social. Os assistentes
sociais têm sido aqueles que vêm denunciando as condições
de precariedade do funcionamento dos conselhos e das gestões
da política de assistência, contribuindo com sua experiência
e qualificação profissional, teórica/política,
cabendo-lhes uma grande responsabilidade ética, ao tentar
reverter o quadro caótico que nos encontramos, na execução
e fiscalização da política.
A
Comissão de Assistência Social do CRESS-5 é
mais um espaço de análise e discussão do assunto,
voltada para os assistentes sociais, visando o
fortalecimento
teórico e político da categoria, para que possamos,
de fato, contribuir para a construção desta política,
como uma área do nosso domínio.
A
comissão vem discutindo e assumindo a pretensão de
propor a parceiros a realização de cursos de extensão/aperfeiçoamento
para os profissionais e outros para conselheiros municipais de assistência
social. Queremos contar com você e a sua participação
é importante. Junte-se a nós nesta iniciativa: venha
à comissão, ao fórum de entidades, aos debates,
enfim, faça a sua parte.
Texto
Utilizado na III Conferência Municipal e Estadual de Assistência
Social realizadas em Salvador no ano de 2001.
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