CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL - 5ª REGIÃO BAHIA


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 MISSÃO

Garantir o exercício legal da profissão na perspectiva da efetivação do projeto ético-político do serviço social perante a categoria, os usuários e a sociedade.

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Ser incorporada no cotidiano do Assistente Social e referência na luta pela efetivação dos direitos, com forte visibilidade na sociedade.


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Dia do Assistente Social mobiliza profissionais na Bahia

Desigualdade, trabalho e riqueza foram os principais temas em discussão

O Dia do Assistente Social este ano foi uma data de homenagens e de debates na Bahia. Em Salvador, o CRESS-BA preparou uma programação especial, reunindo cerca de 600 profissionais no auditório Oxalá, do Centro de Convenções da Bahia, para discutir sobre as perspectivas da profissão através do seminário "Ética e Serviço Social: assistentes sociais na luta por direitos e contra as desigualdades no Brasil". Houve outros eventos no interior.

As comemorações foram iniciadas ao som do Coral Água Viva, formado por   funcionários da Embasa que, sob regência do maestro Alcides Lisboa, arrancou elogios dos presentes. Além do CRESS-BA, a mesa de abertura contou com outras entidades representativas, como o Conselho Federal de Serviço Social, Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social e Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social.

De acordo com a presidente do CRESS-BA, Isabel Cristina Bastos, os eventos comemorativos também servem também para refletir o papel dos assistentes sociais na sociedade. "Diante dessa realidade tão complexa devemos pensar o nosso papel profissional. Refletir de que forma a nossa intervenção contribui para o fortalecimento das políticas públicas e a garantia de direitos", aponta.

As discussões sobre o código de ética foram expostas na mesa intitulada "16 anos do Código de Ética: Desafios e Perspectivas para o Serviço Social Brasileiro", apresentada pela professora da UCSal, a assistente social Cláudia Patrícia Diniz Correia, que participou da primeira gestão do CRESS após a sanção do mesmo.  "Precisamos fazer valer os 11 princípios fundamentais previstos no código de ética para garantir aos usuários um serviço de qualidade, comprometido com a defesa das minorias e combatendo a discriminação", disse ela.

DESIGUALDADE - A mesa "Desigualdade, Trabalho e Riqueza no Brasil", com a participação da AS e professora da Universidade Federal do Recôncavo Baiano, Valéria Noronha, do cientista político e professor da UFBA, Jorge Almeida, e do sociólogo e também professor da UFBA, Jair Batista da Silva, foi o ápice dos debates.  

A luta pelos direitos dos trabalhadores foi o tema da explanação de Valéria Noronha, que comentou como as transformações sociais contribuíram para o avanço da profissão; mais precisamente, com o projeto ético político profissional da categoria nas décadas de 80/90.  Problematizando a questão para a atuação social dos trabalhadores diante do cenário econômico, o sociólogo Jair Batista falou sobre as conseqüências da globalização, da reestruturação produtiva e das políticas neoliberais que precarizaram as condições de vida e principalmente, de emprego dos trabalhadores brasileiros.

Os efeitos destes três fenômenos atingem os assistentes sociais no exercício da profissão, quando há flexibilização das condições de trabalho; no enfraquecimento das políticas sociais, tornando difícil a garantia dos direitos dos cidadãos e no mercado de trabalho, com o aumento da informalidade e a queda da renda.

PANORAMA - Com um panorama da desigualdade social no Brasil, o cientista político Jorge Almeida iniciou sua palavra para ilustrar a dificuldade de se alterar a realidade, principalmente na esfera estatal onde a burocracia, a vontade dos chefes de Estado e a verba são entraves.

Para tirar o país do 109º lugar no ranking dos 170 países em desigualdade do mundo, o ideal seria, segundo Jorge Almeida, que o Estado administrasse os interesses da população com isenção para além dos ganhos ideológicos - como o freio nas privatizações de estatais - para ganhos efetivos, como a correta distribuição de renda. "É um desafio para a população brasileira, propor e realizar uma transformação social e política profunda, que ajude diretamente na distribuição de renda", finalizou.

HOMENAGEM - Logo após as palestras iniciou-se um rico debate que abordou questões de gênero e raça, além de reflexões sobre trabalho produtivo e improdutivo. E para finalizar o dia festivo, uma homenagem aos 30 anos do Congresso da Virada. Na ocasião, o CRESS/BA entregou menção honrosa aos participantes locais na luta pela legitimação do movimento sindical: José Ramalho Oliveira, Dulce Burgos e Maristela Gomes Oliveira.




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